Abertura das MasterClasses Mutimédia no Instituto Superior Miguel Torga

Produção Multiplataforma, com Pedro Esteves, decorreu a 15 de março

Texto: Organização do Evento

Fotografia e Vídeo: DCA

“Disparar” em todas as direcções já não é opção, por razões estratégicas e económicas.” Esta foi uma das primeiras ideias deixadas por Pedro Esteves, editor multimédia do Público, na primeira de quatro masterclasses, promovidas pela Licenciatura em Multimédia, do ISMT. Deve-se pensar na distribuição de conteúdos em múltiplas plataformas, mas não em todas e de qualquer maneira. “É importante contar estórias, mas primeiro pensar para quem”, reforçou, lembrando que os dispositivos móveis continuam em franco crescimento. Depois dos smartphones, são os smartwatches a nova tendência, porém, ainda “pouco multimédia”.

As pessoas estão cada vez mais online e o ponto de acesso já não são tanto os computadores, mas os smartphones. Segundo dados apresentados por Pedro Esteves, os portugueses estão em média 6h30 por dia ligados à internet. Em termos de tráfego em dispositivos móveis, os valores já rondam os 3 gigabytes mensais, o que reforça a tendência. Um fenómeno ao qual os media não estão alheios. Numa época de “fake news”, que têm nas redes sociais um espaço de propagação privilegiado, por um lado, e as alterações recentes levadas a cabo pelo Facebook, por outro, temos assistido a algumas reacções dos media, um pouco por todo o mundo. Uma delas veio da parte da Folha de São Paulo – o maior jornal do Brasil – que recentemente decidiu deixar de publicar naquela rede. “Esse ‘desmame’ é importante, para mantermos o controlo”, defendeu. O Público também foi um dos reagiu às mudanças naquela redes social. “Fazemos viver mais tempo as notícias no Facebook”, as estórias mais interessantes, em detrimento de muitas publicações e diversificadas ao longo do dia.

Já numa fase de maior interacção com o público, Pedro Esteves aproveitou para mostrar alguns exemplos de boas práticas de produção multimédia e multiplataforma. Os podscasts, dando como exemplo os do Público, a infografia “Bussed out” (The Guardian), o olhar mais documental de “Object: Diving Below the Ice” (The New York Times), as Cover Stories do Pitchfork ou os vídeos verticais como “Impact”. “A realidade aumentada é a tecnologia mais interessante ao nível de produção para o futuro”, defendeu.

Quanto a conselhos para os estudantes de Multimédia, Jornalismo e Comunicação Empresarial presentes, o editor do Público apontou para a importância do “know how” em várias áreas. “Ter noções de programação é fundamental para a produção multimédia”, tal como a análise de dados. “Planear, pensar, não ter medo de arriscar. Experimentar. Experimentar. Experimentar”, concluiu.

Pedro Esteves começou a fazer Rádio ainda no tempo das piratas. O vício continuou no programa “lado B” e na TSF. Formado na área das Ciências da Saúde e em Ensino das Ciências, pós-graduado em Imunologia Clínica e em Marketing Musical, foi professor e formador profissional, locutor de publicidade e televisão. Fez parte da equipa que fundou o Observador, onde escreveu sobre música e tecnologia. Desde Janeiro deste ano que está no Público como editor multimédia.

As próximas MasterClasses decorrem a 5 de abril – Janna Omena do iNova Media Lab aborda a temática dos Métodos Digitais; 16 de maio – Jorge Remondes do ISVOUGA e da Universidade Lusófona do Porto discute novas ideias sobre Social Media Marketing; 7 de junho – José Nunes do Sleek Lab explica a recolha de imagem audiovisual por drones.

Som da masterclasse Produção Multiplataforma com Pedro Esteves

Veja algumas fotografias do evento

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Testemunho de Pedro Esteves:

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